Usabilidade
Um sistema de software com boa usabilidade deve apoiar a realização de tarefas simples, diretas e objetivas, que garantam as metas de produtividade e qualidade de trabalho do usuário.
Sistemas com maior grau de usabilidade, segundo o e-Arq Brasil (CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS, 2022a), devem ser fáceis de entender e operar, além de seguir padrões de boas práticas técnicas já conhecidas e bem estabelecidas.
Na descrição das características de um GestãoDoc, o e-Arq Brasil recomenda levar em consideração a facilidade de utilização da interface e de execução de tarefas, os tipos de usuários, o uso de equipamentos adequados, a ergonomia, o ambiente físico e organizacional e o contexto de uso.
| REQ | REQUISITO | OBRIG | TIPO |
|---|---|---|---|
| RUS13.1.1 | Possuir documentação completa, clara, inteligível e organizada para utilização do software. | O | RNF-P |
| RUS13.1.2 | Possuir sistema de ajuda on-line. F-P | O | RNF-P |
| RUS13.1.3 | Vincular o sistema de ajuda on-line à função ou tarefa executada (sensível ao contexto). Exemplo: Quando se executa uma operação de edição, uma vez acionada a ajuda, ela deve remeter para o tópico de ajuda da edição. | D | RNF-P |
| RUS13.1.4 | Permitir ao gestor a personalização de conteúdo de ajuda on-line por adição de texto ou edição do texto existente. Exemplo: O responsável pela gestão do conteúdo da ajuda pode adicionar esclarecimentos ou alterar o conteúdo das descrições, de modo a facilitar o entendimento das funções. | D | RNF-P |
| RUS13.1.5 | Permitir que toda mensagem de erro produzida seja clara e significativa, de modo a possibilitar ao usuário corrigir ou cancelar a operação. | O | RNF-P |
| RUS13.1.6 | Prover a interface de padrões preestabelecidos e consolidados como boas práticas de projeto gráfico. Normas ou regras de interface podem ser relativas à utilização de padrão de identidade visual (ligado à logomarca da instituição ou algum normativo do órgão ou do Conselho Nacional de Justiça), assim como a utilização de guias de estilo para implementação e verificação da padronização da interface, observando os princípios básicos da ergonomia cognitiva. | O | RNF-P |
| RUS13.1.7 | Utilizar conjunto simples e consistente de regras de interface, privilegiando a facilidade de aprendizado de operação pelos seus usuários. A utilização de um conjunto de regras consistentes com o ambiente operacional em que o GestãoDoc será executado permite que ele apresente menus, comandos e outras facilidades consistentes em toda aplicação. Essas regras de interface, quando compatíveis com outras aplicações principais já instaladas, levam à padronização da terminologia utilizada para funções, rótulos e ações consistentes em toda a aplicação. | D | RNF-P |
| RUS13.1.8 | Prover a interface de visualização dos documentos institucionais com o recurso de arrastar e soltar, caso apropriado no ambiente operacional do GestãoDoc. | D | RNF-P |
| RUS13.1.9 | Permitir que a estrutura de classes, assuntos, movimentos e documentos seja visualizada em diferentes formas de apresentação. | D | RNF-P |
| RUS13.1.10 | Personalizar a interface gráfica, quanto aos seguintes aspectos:
| D | RNF-P |
| RUS13.1.11 | Utilizar barras de ferramentas, permitindo ao usuário a possibilidade de configuração e de habilitar/desabilitar esse tipo de recurso. Contudo, sem infringir a recomendação de utilização de um conjunto simples e consistente de regras de interface. | D | RNF-P |
| RUS13.1.12 | Permitir a utilização de janelas e guias, sua movimentação, redimensionamento e gravação das modificações da aparência, possibilitando a personalização por perfil de usuário dentro de parâmetros ergonômicos. | D | RNF-P |
| RUS13.1.13 | Permitir a gravação de opções default para entrada de dados de configuração:
| D | RNF-P |
| RUS13.1.14 | Possibilitar que a interface disponha de recursos de tecnologia assistiva para utilização por pessoa com deficiência, de modo a atender a legislação de acessibilidade e os atos normativos do Conselho Nacional de Justiça. | O | RNF-P |
| RUS13.1.15 | Permitir que o usuário possa fazer anotações próprias nos documentos que foram salvos, sem que os documentos originais sejam alterados. | O | RNF-P |
| RUS13.1.16 | Possibilitar o uso do GestãoDoc sem a obrigatoriedade de aparelho selecionador específico (mouse, por exemplo). | O | RNF-P |
| RUS13.1.17 | Permitir a realização de transações ou tarefas mais frequentes com menor número de iterações (cliques de mouse, por exemplo) e sem mudanças excessivas de contexto. | D | RNF-P |
| RUS13.1.18 | Integrar o GestãoDoc com ferramentas de comunicação digital da organização, de forma a permitir a geração de mensagens, compartilhamento de documentos e armazenamento de registros sem necessidade de sair do referido sistema | D | RF |
| RUS13.1.19 | Possibilitar, no caso de integração com as ferramentas de comunicação digital, o referenciamento direto os documentos institucionais por meio de links, sendo dispensável o envio de cópias ou anexos. | D | RF |
| RUS13.1.20 | Possuir interface com sistema de edição de documentos. | D | RNF-P |
| RUS13.1.21 | Permitir a definição e utilização de referências cruzadas entre documentos institucionais digitais correlacionados, possibilitando uma fácil navegação entre eles, inclusive com uso de hyperlinks. | D | RNF-P |
| RUS13.1.22 | Impossibilitar a visualização das funcionalidades administrativas pelo usuário final. | O | RNF-P |
| RUS13.1.23 | Considerar o ambiente de operação do sistema, como ruído, luminosidade, necessidade de rapidez na conclusão da tarefa, demandas específicas para dispositivos móveis, ambiente desktop/web e necessidade de instalação automática, para configurar as formas de interação com o usuário. Exemplo: não devem ser utilizados menus audíveis em ambientes que apresentam alto volume de ruído próximo aos terminais de usuários. | D | RNF-P |
| RUS13.1.24 | Permitir o uso do GestãoDoc em dispositivos móveis. | D | RNF-P |